AH ESSA CRUZ! AH ESSE ROSTO!
Essa é a Cruz de Jesus! Vai onde ninguém quer ir.
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E ainda tem gente sem coração que diz: “esses jovens de hoje não querem nada com nada”. Quem pensa ou diz isso só pode não ter experiência da cruz. Fiquei sem fala quando a Rafinha me disse: “irmão a minha mãe, grávida de seis meses, andou com a gente todo o percurso do Botefé da Forania Sul, e quando ela, tocou na cruz e no ícone, o Rafinha (maninho que está chegando) se mexeu dentro dela”. Não é por nada não, mas tem muita gente por aí pregando um cristo que dá medo, um cristo sem cruz, mas com o evento Botefé, com a entrega da Juventude que não mede esforço nem sacrifício quando acredita numa proposta, não dá mais para se continuar com esse cristo des-crucificado.
A mesma geração, que assusta muita gente que se sente pura e santa, não está tendo medo de expor a cruz que passou a carregar no peito, e em pleno coletivo entoar o refrão tão antigo e tão jovem do Padre Zezinho, que vai embalar a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) de 2013: “no peito eu levo uma cruz, e no meu coração, o que disse Jesus”. E o que ele disse? “Vão pelo mundo inteiro e anunciem a Boa Notícia”, frase que o Saudoso Papa da Juventude, Beato João Paulo II, repetia em 1984, quando confiou a Cruz à Juventude do mundo inteiro.
“Irmão Eu toquei a cruz! Eu carreguei a cruz!” Essas frases continuarão soando por muito tempo em meus ouvidos, para lembrar-me sempre de que a Juventude não é qualquer coisa, pelo contrário, a Juventude é gente que pode e sabe que pode, e não está nem aí para os ressentidos do passado que pensam ou dizem o contrário. Essa é para a minha geração já mais rodada: “não sabemos o que fazer com a Igreja, entreguemo-la nas mãos dos jovens, tenho certeza que eles darão um jeito. E um jeito bem bonito.”.
Campo Grande a Cruz e o Ícone acordaram os jovens! Revitalizaram-nos. Por favor, não os adormeça e pior ainda, não os mate com o tédio da mesmice, da falta de criatividade de nossas pastorais tão enfadonhas.
Está na hora da Igreja parar de preservar o vaso de argila que conduz com tanto cuidado: as estruturas, os dogmas pessoais de párocos e lideranças paroquiais, e dar maior atenção e mais espaço para o tesouro que está no vaso, a JUVENTUDE. Essa Juventude, que não quer só comida, mas quer a vida e a quer como ela é.
Ah! Essa CRUZ! Esse ROSTO! Esses OLHOS! Essas LÁGRIMAS! Esses SONHOS! Esse JEITO DIFERENTE DE AMAR!
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